MENU

PDF Download

Memórias Póstumas de Brás Cubas - Machado de Assis

Memórias Póstumas de Brás Cubas é um livro de Machado de Assis, publicado como folhetim entre março e dezembro de 1880 na Revista Brasileira. É narrado pelo defunto autor Brás Cubas, que conta as suas memórias sem as amarras da vida. Nesta condição, nada pode suavizar seu ponto de vista irônico e mordaz sobre uma sociedade em que as instituições se baseiam na hipocrisia. O casamento, o adultério, os comportamentos individuais e sociais não escapam à sua visão aguda e implacável, nesta obra fundamental de Machado de Assis.



Memórias Póstumas de Brás Cubas - Machado de Assis - PDF Download

Memórias Póstumas de Brás Cubas é um livro de Machado de Assis, publicado como folhetim entre março e dezembro de 1880 na Revista Brasileira. É narrado pelo defunto autor Brás Cubas, que conta as suas memórias sem as amarras da vida. Nesta condição, nada pode suavizar seu ponto de vista irônico e mordaz sobre uma sociedade em que as instituições se baseiam na hipocrisia. O casamento, o adultério, os comportamentos individuais e sociais não escapam à sua visão aguda e implacável, nesta obra fundamental de Machado de Assis.

Descrição do livro



Memórias Póstumas de Brás Cubas é um livro de Machado de Assis, publicado como folhetim entre março e dezembro de 1880 na Revista Brasileira. É narrado pelo defunto autor Brás Cubas, que conta as suas memórias sem as amarras da vida. Nesta condição, nada pode suavizar seu ponto de vista irônico e mordaz sobre uma sociedade em que as instituições se baseiam na hipocrisia. O casamento, o adultério, os comportamentos individuais e sociais não escapam à sua visão aguda e implacável, nesta obra fundamental de Machado de Assis.

Principais personagens - Memórias Póstumas de Brás Cubas



Brás Cubas
É o narrador e o personagem principal. Ele escreve o livro de suas memórias depois de morto. Sem nenhum apego às convenções sociais, ele retrata a vida no Rio de Janeiro e as suas relações com uma visão única.

Virgília
É a amante de juventude de Brás Cubas. Casou por interesse com Lobo Neves, mas, mesmo tendo um amante, é uma esposa dedicada que respeita e venera o seu marido. Suas paixões e suas obrigações são meticulosamente pesadas e ela nunca falha com a sua família ou diante da sociedade por conta do seu caso amoroso.

Marcela
A primeira amante de Brás Cubas, seu interesse é mais voltado para o dinheiro do que para o amor.

Lobo Neves
Marido de Virgília, tem ambições políticas e capacidade para exercê-las. Torna-se presidente de província e quase vira ministro.





Coltrim
É o cunhado de Brás Cubas, casado com a sua irmã Sabina. É um homem muito preocupado com o trabalho, dinheiro e família. Fica constantemente atento aos movimentos de Brás Cubas que podem manchar o nome da família.

Quincas Borba
Antigo colega de Brás Cubas, a flor de todo o império, que se torna mendigo. Após ganhar uma herança, volta à sociedade como filósofo e é um grande conselheiro do narrador. Termina perdendo o juízo.

D. Plácida
É a ex-costureira de Virgília e a quem o casal de amantes confia a casa onde se encontram em segredo. Muito católica, ela sente-se mal no começo por dar apoio a um adultério, mas o dinheiro a ajuda a superar as questões morais.

Resumo - Memórias Póstumas de Brás Cubas



A infância de Brás Cubas, como a de todo membro da sociedade patriarcal brasileira da época, é marcada por privilégios e caprichos patrocinados pelos pais. O garoto tinha como “brinquedo” de estimação o negrinho Prudêncio, que lhe servia de montaria e para maus-tratos em geral. Na escola, Brás era amigo de traquinagem de Quincas Borbas, que aparecerá no futuro defendendo o humanitismo, misto da teoria darwinista com o borbismo: “Aos vencedores, as batatas”, ou seja: só os mais fortes e aptos devem sobreviver.

Na juventude do protagonista, as benesses ficam por conta dos gastos com uma cortesã, ou prostituta de luxo, chamada Marcela, a quem Brás dedica a célebre frase: “Marcela amou-me durante quinze meses e onze contos de réis”. Essa é uma das marcas do estilo machadiano, a maneira como o autor trabalha as figuras de linguagem. Marcela é prostituta de luxo, mas na obra não há, em nenhum momento, a caracterização nesses termos. Machado utiliza a ironia e o eufemismo para que o leitor capte o significado. Brás Cubas não diz, por exemplo, que Marcela só estava interessada nos caros presentes que ele lhe dava. Ao contrário, afirma categoricamente que ela o amou, mas fica claro que, naquela relação, amor e interesse financeiro estão intimamente ligados.

Apaixonado por Marcela, Brás Cubas gasta enormes recursos da família com festas, presentes e toda sorte de frivolidades. Seu pai, para dar um basta à situação, toma a resolução mais comum para as classes ricas da época: manda o filho para a Europa estudar leis e garantir o título de bacharel em Coimbra.

Brás Cubas, no entanto, segue contrariado para a universidade. Marcela não vai, como combinara, despedir-se dele, e a viagem começa triste e lúgubre.




Em Coimbra, a vida não se altera muito. Com o diploma nas mãos e total inaptidão para o trabalho, Brás Cubas retorna ao Brasil e segue sua existência parasitária, gozando dos privilégios dos bem-nascidos do país.

Em certo momento da narrativa, Brás Cubas tem seu segundo e mais duradouro amor. Enamora-se de Virgília, parente de um ministro da corte, aconselhado pelo pai, que via no casamento com ela um futuro político. No entanto, ela acaba se casando com Lobo Neves, que arrebata do protagonista não apenas a noiva como também a candidatura a deputado que o pai preparava.

A família dos Cubas, apesar de rica, não tinha tradição, pois construíra a fortuna com a fabricação de cubas, tachos, à maneira burguesa. Isso não era louvável no mundo das aparências sociais. Assim, a entrada na política era vista como maneira de ascensão social, uma espécie de título de nobreza que ainda faltava a eles.

Análise da Obra - Memórias Póstumas de Brás Cubas



Corrente literária

Memórias Póstumas de Brás Cubas é um divisor de águas na obra de Machado de Assis e o romance inaugural do realismo no Brasil.

O realismo é uma corrente literária que sucedeu o romantismo. O romance antes do realismo era focado em situações inverossímeis, em fatos mágicos que ultrapassavam o cotidiano, em grandes acontecimentos. A regra do foco narrativo era a exceção, grandes amores que moviam grandes ações, em paisagens bucólicas ou estrangeiras que pouco tinham relação com o cotidiano urbano.

Com o advento do positivismo, o romance começa a ter outra forma. Segundo Alfredo Bosi "o escritor realista tomará a sério as suas personagens e se sentirá no dever de descobrir-lhe a verdade, no sentido positivista de dissecar os móveis do seu comportamento".

Isso significa que, para o realismo, as personagens passam a ter um papel essencial na narrativa, não mais numa situação fora do comum. O movimento dos personagens é uma consequência deles mesmos, da sua formação, do seu local e a da sua natureza.

O romance passa a se desenvolver em meio a uma situação típica, volta-se para os centros urbanos, onde a grande variedade de pessoas é uma fonte para as narrativas. A fantasia deixar de ter lugar no realismo.




Assim, pode-se dizer que a passagem do romance romântico para o realista foi a passagem do atípico para o normal. Uma atenção ao contexto que vai ditar a construção do romance.

Contexto histórico



O século 19 foi marcado por diversas guerras e revoluções. A ascensão da burguesia e o crescimento dos centros urbanos provocaram diversas mudanças estruturais na sociedade. O pensamento liberal dominava a nova elite econômica, que era excluída dos círculos aristocráticos mesmo tendo mais poses econômicas.

Os avanços tecnológicos e a industrialização também pareciam mover o pensamento para a frente. O cientificismo e a análise começaram a substituir a tradição e o pensamento religioso. É já no pensamento liberal que surge o romantismo, porém, é dentro do positivismo, da crença que a humanidade avança com o conhecimento científico, que o realismo toma forma na literatura.

Foi no final do século 19, quando Machado de Assis lançou o Memórias Póstumas de Brás Cubas, que o Brasil viu as maiores mudanças sociopolíticas. Em 1888 foi aprovada a Lei Áurea e a abolição da escravatura; no ano seguinte, foi proclamada a República.

Ao longo do romance de Machado de Assis, é possível observar diversas intenções liberais. Com críticas ao escravagismo e à política monárquica, a descrição da sociedade em meados dos século 19 é profunda e sagaz.

O foco narrativo de Memórias Póstumas



A narrativa é realizada em primeira pessoa, ou seja, há um narrador personagem que é também o protagonista da história. Como Brás Cubas está contando a sua própria história, ele é o que chamamos de “narrador não confiável”. Todos os fatos e demais personagens nos são apresentados a partir de sua ótica pessoal e subjetiva.

Se o leitor não ficar atento, pode terminar a leitura do livro com uma visão positiva do protagonista. Uma leitura cuidadosa, no entanto, mostra que Brás Cubas é um boa vida, arrogante e incompetente, membro de uma elite endinheirada e improdutiva. Essa situação privilegiada permite que Brás Cubas deboche da sociedade e seus membros com uma ironia sarcástica que não poupa ninguém.

A característica mais marcante deste livro é o pessimismo. Tudo é analisado a partir de uma visão negativa, seja em relação ao comportamento social ou aos dramas psicológicos das personagens.




No entanto, esta visão pessimista fica, muitas vezes, disfarçada ou escondida sob a presença marcante do humor, principalmente a ironia. A observação dessa dicotomia pessimismo e humor é a principal chave para uma leitura compreensiva desse clássico da literatura brasileira.

Baixar, Livro, eBook, PDF, ePub, mobi, Ler Online



memórias póstumas de brás cubas pdf
Memórias Póstumas de Brás Cubas epub
memórias póstumas de brás cubas download
baixar livro memórias póstumas de bras cubas
Livro memórias Póstumas de Brás cubas PDF
memoria postumas de brás cubas pdf
pdf memorias póstumas de brás cubas
memórias póstumas de brás cubas pdf download
memórias póstumas de brás cubas em pdf
memorias postumas pdf

Sobre o Autor:



Joaquim Maria Machado de Assis (Rio de Janeiro, 21 de junho de 1839 — Rio de Janeiro, 29 de setembro de 1908) foi um escritor brasileiro, amplamente considerado como o maior nome da literatura nacional. Escreveu em praticamente todos os gêneros literários, sendo poeta, romancista, cronista, dramaturgo, contista, folhetinista, jornalista, e crítico literário. Testemunhou a mudança política no país quando a República substituiu o Império e foi um grande comentador e relator dos eventos político-sociais de sua época.

Sua extensa obra constitui-se de nove romances e peças teatrais, duzentos contos, cinco coletâneas de poemas e sonetos, e mais de seiscentas crônicas. Machado de Assis é considerado o introdutor do Realismo no Brasil, com a publicação de Memórias Póstumas de Brás Cubas (1881). Este romance é posto ao lado de todas suas produções posteriores, Quincas Borba, Dom Casmurro, Esaú e Jacó e Memorial de Aires, ortodoxamente conhecidas como pertencentes a sua segunda fase, em que se notam traços de pessimismo e ironia, embora não haja rompimento de resíduos românticos. Dessa fase, os críticos destacam que suas melhores obras são as da Trilogia Realista.[1] Sua primeira fase literária é constituída de obras como Ressurreição, A Mão e a Luva, Helena e Iaiá Garcia, onde notam-se características herdadas do Romantismo, ou "convencionalismo", como prefere a crítica moderna.





Sua obra foi de fundamental importância para as escolas literárias brasileiras do século XIX e do século XX e surge nos dias de hoje como de grande interesse acadêmico e público. Influenciou grandes nomes das letras, como Olavo Bilac, Lima Barreto, Drummond de Andrade, John Barth, Donald Barthelme e outros. Em seu tempo de vida, alcançou relativa fama e prestígio pelo Brasil, contudo não desfrutou de popularidade exterior na época. Hoje em dia, por sua inovação e audácia em temas precoces, é frequentemente visto como o escritor brasileiro de produção sem precedentes, de modo que, recentemente, seu nome e sua obra têm alcançado diversos críticos, estudiosos e admiradores do mundo inteiro. Machado de Assis é considerado um dos grandes gênios da história da literatura, ao lado de autores como Dante, Shakespeare e Camões.

Memórias Póstumas de Brás Cubas - Machado de Assis - PDF Download






More by SANDERLEY

TRENDS - SONG LYRICS
Radar by Sanderlei
Everything in the musical world / Tudo que rola no mundo musical / ทุกอย่างในโลกดนตรี / Все в музыкальном мире / 音楽界のすべて.

Just Go - Viagem Volta ao Mundo
#JustGo - Sanderlei Silveira